terça-feira, 30 de setembro de 2025

Um dia eu escolhi ficar sozinho.

Mas não como uma derrota, mas como um ato de amor próprio. Eu tinha carregado o peso de corações partidos, feridas que não eram minhas, amores que chegaram na hora errada ou com pessoas erradas.
E eu decidi parar. Eu escolhi me dar uma pausa porque entendi que meu coração merecia curar, merecia espaço para me reconectar comigo mesmo.
Com o tempo, descobri que não preciso preencher meus dias com mensagens vazias ou conexões que não me alimentam.
Aprendi que deixar ir o que não é para mim não é perda - é liberdade. Percebi que não há problema em pedir um amor que honre quem eu sou, um amor que não é apressado, mas cheio de descobertas - e se esse amor não vier, tudo bem, porque a minha solidão não é castigo, é um santuário.
Nesse silêncio, sem nem perceber, me apaixonei pela pessoa que sou. Agora vivo por mim, curtindo o pôr do sol que não precisa de plateia e uma paz a noite estrela que me faz sonhar e que ninguém pode tirar.
Hoje sei que a minha felicidade não depende de outro coração, porque o meu, finalmente, escolheu a si próprio.